Ex-CRB, Marcão diz que clube alagoano não cumpriu acordo de rescisão: “Cheque estava sustado”

O atacante Marcão, que defendeu o CRB no início da temporada, está insatisfeito com a postura do clube após ter firmado sua rescisão de contrato.

Ele revelou que fez um acordo e recebeu um cheque no valor de R$ 40 mil, mas, para sua surpresa, a compensação foi suspensa e até agora não foi quitada.

Ao GloboEsporte.com, o jogador, de 32 anos, detalhou como foi feito o acerto para sua saída do Galo. Hoje ele está no Guarani.

– Eu estava indo para os jogos e depois parei de ir. Eles falaram que queriam fazer um acordo comigo, e eu acabei treinando separado e estava tudo certo para fazer um acordo. Eu demorei um pouco para aceitar e depois acertei o acordo deles. Eles estavam me pressionando muito para ir embora. O Rodrigo Freire (assessor do presidente do clube, Marcos Barbosa) e o Alarcon (Pacheco, gerente de futebol) foram lá em casa (no apartamento) apresentar a proposta que eles tinham e eu acabei aceitando a proposta para rescindir o contrato. Mas hoje, o Alarcon ainda me atende, o Rodrigo nem me atende mais.

No verso da folha do cheque, o carimbo indicado o motivo 21, que é classificado como sustado ou revogado, impedindo assim o pagamento. Sem esconder a frustração, Marcão comentou que seu erro foi confiar e aceitar cheque de terceiros.

O atacante foi além e abriu o jogo quanto aos valores que recebia quando estava no clube.

– Eu recebi o mês de maio, eles pagaram certinho, e o cheque. Me pagaram o valor que eu acertei com eles, de R$ 40 mil. É um cheque para o dia 10 (de julho), aí eu depositei e o cheque estava sustado. O meu vacilo foi aceitar um cheque do Rodrigo e não pegar um cheque do clube (do CRB). Mas ele me propôs pegar o cheque ou o nome de outro jogador que eu confiava para, no dia 10, ele pagar o meu salário para esse jogador e, depois, esse jogador me passar. Mas eu não aceitei, preferi o cheque mesmo.

Marcão disse ainda que entrou em contato com os dirigentes para esclarecer o episódio e tentar receber o que foi acordado.

– Eu tento falar com o Rodrigo, ele me atendeu e agora não me atende mais, o cheque foi ele que me passou. Eu consigo falar com Alarcon, mas ele fala que não pode responder. Fica um rolo só e nessa não tem quem resolva… Eu não tenho uma resposta se vai pagar, se não vai. Eu não tentei falar com o presidente (Marcos Barbosa), até porque quem foi lá em casa foi o Rodrigo e o Alarcon. Ele me garantiu que o CRB paga certo e eu acreditei na palavra dele… Eu não queria botar na Justiça. É chato uma situação dessa, mas, se não tiver outro jeito, eu vou botar na Justiça. Eu não vou mais entrar em contato com o clube até porque eles não atendem as ligações, então, não adianta perder tempo. Agora eu vou botar na Justiça e ver o que vai acontecer.

Outro lado

Procurado pelo GloboEsporte.com, o CRB informou, através de sua assessoria, que não falaria sobre o assunto. Rodrigo Freire não atendeu as ligações, assim como Alarcon Pacheco e Marcos Barbosa.

Fonte: Globoesporte

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