Marcelo Cabo destaca força do conjunto no CSA: “Craque é a parte coletiva”

Marcelo Cabo, técnico do CSA (Foto: Gustavo Oliveira – ASCOM Londrina)

O técnico Marcelo Cabo sempre apara as arestas. Mesmo na vice-liderança do Brasileiro, ele evita todos os excessos no CSA. Nada de euforia, nada de projeções ambiciosas na Série B. O treinador também evita encher a bola de um jogador ou outro. Foi assim o discurso após a vitória de sábado, por 2 a 1, sobre o Londrina.

– O craque do CSA é a parte coletiva. Temos jogadores de renome, como o Walter, como o Edinho, como o Daniel Costa, mas o que prima é o Leandro lá atrás, é o Xandão, é o Celsinho… Então, a coletividade é o grande craque do CSA. É por isso que a gente está construindo um bom início na competição.

Cabo explicou que as múltiplas funções de suas peças ajudam a equilibrar o elenco, que não é grande para a disputa da Série B. São 25 jogadores.

– Eu gosto de trabalhar com um elenco enxuto. Eu gosto de ter jogadores multifuncionais. O Echeverría jogou de lateral-esquerdo, o Walter entrou de dez, de nove, o Ferrugem joga mais adiantado, às vezes joga de primeiro volante. Assim, a gente vai construindo a equipe. É importante a gente ter um elenco curto pra gente poder potencializar todo mundo. Por isso, a gente cria múltiplas funções dentro da equipe, e vem dando certo.

O treinador disse que, em Londrina, o time jogou melhor no segundo tempo. O primeiro, para Cabo, foi dominado pelo adversário.

– Vitória muito importante. Vencer o Londrina lá dentro não é fácil. Uma equipe muito qualificada, que nos trouxe muito trabalho, valorizou muito nossa vitória. A gente conseguiu ser melhor no segundo tempo que no primeiro. No primeiro, a gente oscilou muito, jogou só 10, 15 minutos, e o Londrina só jogou no primeiro tempo. No segundo tempo, a gente soube trabalhar a bola, jogar e soube marcar bem. Como diz na gíria do futebol, soubemos sofrer ali no final e garantir o resultado. Levar três pontos daqui é muito precioso para nossa continuidade na competição.

Marcelo Cabo lembra com insistência nas entrevistas que o primeiro objetivo do CSA é ficar longe da zona de rebaixamento. O time tem 15 pontos, com cinco vitórias em seis partidas, mas o treinador não muda o discurso.

– Vejo com a mesma ótica que eu vejo desde que começou: 45 pontos é a meta do CSA. A gente não pode fugir desse meta, dos objetivos, porque o campeonato está muito no início. A Série B é muito traiçoeira. Então, a gente tem que ir passo a passo, jogo a jogo, construindo o trabalho para que a gente possa almejar coisas maiores. Mas a gente tem que estar com o pé no chão, humildade, e continuar na realidade dos 45 pontos. Foi isso que a gente planejou no início da competição.

Fonte: Globoesporte

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