Operação contra sonegação fiscal busca acusados de desviar mais de R$ 150 mi

Uma operação contra acusados de sonegação fiscal foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (26), em Maceió, onde um dos alvos é a loja de carnes Griffe do Frango, situada no bairro do Poço. Ao todo, mais de R$ 150 milhões foram desviados, conforme apontou o Ministério Público Estadual (MPE). Os donos e o gerente do estabelecimento foram presos.

De acordo com informações repassadas à TV Gazeta, no início desta terça, equipes do MP, Secretaria de estado da Fazenda (Sefaz), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Polícias Civil (PC) e Militar (PM) reuniram-se para dar cumprimento a 30 mandados judiciais de prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

A Operação Polhastro é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf), do Ministério Público. O promotor de Justiça Cyro Blatter e o delegado de polícia Felipe Caldas estão à frente das investigações, que apontaram um rombo de R$ 150 milhões.

Homens à paisana e carros descaracterizados se concentraram em frente a uma loja que comercializa carnes no bairro do Poço. A movimentação ficou grande no local. O gerente foi conduzido, logo cedo, para abrir o escritório do estabelecimento comercial, onde está sendo feita a varredura em documentos. Por sua vez, na residência do acusado, no Farol, foi encontrado um revólver de calibre 38, munições de fuzil 762, de 12 e de .45.

INVESTIGAÇÕES

Informações dão conta de que estabelecimentos comerciais abriram várias empresas em nome de pessoas mortas, objetivando o desvio milionário de impostos. Os acusados são conduzidos à sede do Gaesf, situada próximo à Praça da Cadeia, no centro de Maceió. Os donos e o gerente do estabelecimento foram presos.

O MP aponta a existência de uma organização criminosa especializada em fraudar documentos públicos e privados, agindo nos crimes de sonegação fiscal, lavagem de bens e falsidade ideológica.

Segundo informações da assessoria de comunicação do MP, o trabalho de investigação durou quatro meses, apontando a participação de 20 empresas e 45 pessoas no esquema.

“Já descobrimos, dentre outras coisas, que alguns dos verdadeiros donos das empresas usaram testas-de-ferro e laranjas para tentar despistar o Ministério Público, a polícia e a Sefaz. O que os suspeitos não contavam é que nosso método de apuração conseguiria chegar até eles”, disse Cyro Blatter.

O estabelecimento Griffe do Frango é o principal alvo da Polhastro, uma vez que seu proprietário é acusado de ter provocado a maior parte dessa fraude que causou um prejuízo milionário ao Tesouro Estadual.

No total, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, 16 de condução coercitiva e oito mandados de busca e apreensão. Tais mandados foram contra a principal empresa envolvida no esquema, as 19 que servem como laranjas, os seus sócios e os responsáveis pela fraude fiscal. O colegiado também determinou o bloqueio de bens dos envolvidos.

POLHASTRO

Polhastro, nome espanhol dado à operação, faz alusão a alguém que é considerado ‘espertalhão’, que tenta tirar vantagem sobre alguém ou alguma coisa, e também significa frango grande.

Mais informações serão repassadas à imprensa, em entrevista coletiva que será realizada às 16h, no prédio-sede do Ministério Público, no bairro do Poço.

 

Fonte: Gazetaweb

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