Prefeitura de Colônia Leopoldina nega má-fé em repasse de informações

Por meio de extensa nota publicada no perfil oficial da Prefeitura de Colônia Leopoldina no Facebook, a Defesa Civil daquele município refutou que tenha havido “dolo ou má-fé” ao informar ao governo de Alagoas o número de 2.553 desabrigados na cidade após as fortes chuvas do mês de maio. Uma comissão do Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) investiga se houve fraude por parte dos gestores de diversos municípios ao informarem tais números.

De acordo com a Defesa Civil de Colônia Leopoldina, a suspeita do Ministério Público é injustificada. “No espaço do relatório onde deveria ser preenchido o quantitativo de desabrigados foi descrito, por engano, o número de afetados”, diz trecho do comunicado.

Ainda segundo o Poder Executivo Municipal, foi este o descuido que teria ocasionado todo o “mal-entendido”, que, para a Prefeitura, “deu-se única e exclusivamente em função das condições adversas daquela situação, que exigia imediata resolutividade”.

E diante da suspeita de que os dados podem ter sido inflacionados, o município assegura que 2.553 é, de fato, o número de pessoas afetadas pelas chuvas, entre desalojados e desabrigados. Do total, ainda segundo a prefeitura, 216 pessoas encontram-se desalojadas, sendo que 44 pessoas (11 famílias) foram abrigadas em moradias por meio do aluguel social, benefício concedido pela Secretaria de Assistência Social daquele município.

Os dados informados pela prefeitura apontam, ainda, que 172 pessoas (43 famílias) residem em áreas de risco, com a Defesa Civil a avaliar cada situação em particular. Por fim, a prefeitura pede, no mesmo comunicado, desculpas aos munícipes pelo equívoco, “ao tempo em que reitera o compromisso com a verdade e o bem-estar da população”.

De acordo com o promotor Antônio Malta Marques, que coordena os trabalhos de investigação do MPE, ao menos na cidade de Colônia Leopoldina já foi constatada a má fé por parte dos gestores, que informaram um número muito maior de pessoas atingidas. “Nas outras cidades, nós ainda não constatamos o dolo, mas já posso afirmar que isso aconteceu em Colônia. Os números de pessoas atingidas caíram drasticamente em várias cidades e, nesta situação, os promotores têm investigado se houve dolo ou não. Se houve, os prefeitos terão de responder por seus atos”, destacou Malta Marques.

 

Fonte: Globoesporte

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