Polícia abre inquérito para investigar empresário que vendia lentes falsificadas

A Polícia Civil de Alagoas abriu um inquérito, nesta quinta-feira (8), para investigar as denúncias sobre uma suposta venda de lentes falsificadas nas lojas da empresa “Polo Ótica”. Além disso, os funcionários alegam que as unidades foram fechadas e estão pendentes algumas questões trabalhistas.

De acordo com o delegado Denisson Albuquerque, do 7º Distrito Policial (7° DP), os funcionários e clientes registraram Boletins de Ocorrências, na Central de Flagrantes I, no bairro do Farol.

“Vamos investigar se as denúncias procedem. Uma das denuncias é que os funcionários alegam que tiveram os direitos trabalhistas violados. Também recebemos Boletins de Ocorrência, feitos pelos clientes da ótica, que alegaram pagar pelo produto, mas não receberem, após o fechamento da loja. Uma mulher informou que pagou R$ 3 mil em um óculos e não recebeu o produto”, explicou o delegado Denisson Albuquerque.

Fraude no certificado de qualidade das lentes

Os trabalhadores denunciaram ainda que algumas lentes vendidas nas lojas da “Polo Ótica” eram falsificadas. O delegado informou que aguarda receber denúncias de clientes para abrir uma nova investigação. “Estamos aguardando as denúncias chegarem. Não podemos indiciar uma pessoa sem provas suficientes. Faço um apelo para o clientes da empresa que, se estiverem suspeitando que a lente foi fraudada, compareçam ao 7° DP, façam a denúncia e enviaremos o produto para a perícia”, disse.
De acordo com os funcionários, os preços para comercialização das lentes variavam de R$ 15 a R$ 100, mas eram vendidas aos clientes por mais de R$ 1 mil. ”Os certificados eram confeccionados em uma gráfica, localizada no bairro do Poço. A gente acredita que o pessoal da gráfica não tinha conhecimento que era uma fraude, até porque só quem trabalha com isso, sabe do que se trata”, informou uma funcionária.

Direitos trabalhistas

Segundo uma das funcionárias da loja, que preferiu não ser identificada, os funcionários estão sem receber o último salário, 13° salário de 2016, e as rescisões. O FGTS e o INSS também não foram pagos pela empresa. A funcionária disse ainda que há uma informação que o dono da ótica, Júlio César Medeiros Teixeira, pretende fugir do país.

”Ficamos sabendo que ele ia viajar pra outro país e descobrimos que, antes disso, ele recolheu vários documentos e computadores da loja. Recebemos na loja, uma ligação de uma agência que pediu pra ele confirmar o check-in para os Estados Unidos. Um tempo depois, ele ligou para os funcionários informando que não abrissem mais as lojas. De lá pra cá, estamos sem contato nenhum com ele”, informou a funcionária.

Na última terça-feira (6), funcionários estiveram na Central de Flagrantes I, no bairro do Pinheiro, para formalizar a denúncia. Nesta quinta-feira (8), um grupo foi ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para denunciar o empresário e, nesta sexta-feira (9), os funcionários pretendem procurar o Ministério Público Federal (MPF).

 

Fonte: Gazetaweb

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